quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Cem ou 1 milhão: veja menores e maiores bilheterias no Brasil em 2012

O cinema brasileiro fechou o ano de 2012 com 82 títulos lançados no total, com filmes vistos por mais de 1 milhão de espectadores, como as comédias “E aí, comeu?”, com 2,5 milhões; “Até que a sorte nos separe”, com 2,2 milhões; e “Os penetras”, com 1,5 milhão. Por outro lado, ao menos 11 longas não chegaram a levar mil pessoas aos cinemas (veja lista abaixo) A lista divulgada pela Agência Nacional do Cinema (Ancine) traz dados compilados entre 6 de janeiro e 1º de novembro.

Cena do filme 'Mãe e filha', do diretor cearense Petrus Cariry (Foto: Divulgação)

Ainda que um longa não atinja uma renda de bilheteria igual a dos blockbusters, não significa que seja um fracasso. Adhemar Oliveira, fundador da distribuidora Espaço Filmes, lançou “Vale dos esquecidos”, em abril, e “O contestado: restos mortais”, em outubro. A exibição foi feita em apenas três salas do país. O primeiro longa cravou 424 pessoas e o segundo conseguiu levar 919 aos cinemas.

PIORES BILHETERIAS BRASILEIRAS
"O contestado – Restos mortais" 919 pessoas
"Ibitipoca, droba pra lá" 816 pessoas
"Santos, 100 Anos de Futebol Arte" 691 pessoas
"Mãe e Filha" 612 pessoas
"Cabra Marcado para Morrer" 549 pessoas
"Sagrado Segredo" 477 pessoas
"Constantino" 472 pessoas
"Vale dos Esquecidos" 424 pessoas
"Argus Montenegro e a
Instabilidade do Tempo Forte" 384 pessoas
"Coração do samba" 279 pessoas
"Expedicionários" 98 pessoas
Fonte: Ancine (dados de janeiro a novembro de 2012)


“Inventamos um modelo para esses filmes de especificidade: diminuir o número de sessões para ter, no mínimo, permanência de quatro semanas em cartaz", explica Oliveira ao G1. "Mesmo com público restrito, garante a sala”. Segundo ele, filmes como “O contestado” atingem maior público fora das salas de shopping. A chance de ficar em cartaz é conquistar espectadores nos cinemas de rua. “Não adianta falar de promoção quando o filme é para um público mais restrito, porque só o anúncio vai custar mais caro que qualquer coisa. Tem que saber de antemão o que você está buscando”, aconselha.

Penetras bons de bilheteria
Andrucha Waddington, diretor de “Os penetras”, filme brasileiro com a maior abertura do ano, já esperava ao menos um milhão de espectadores. “Nunca se sabe onde o filme vai chegar. Não é uma ciência exata, é algo que acontece. A primeira semana de estreia é baseada em uma campanha de publicidade, já a segunda semana é com base no boca a boca. Para mim, foi uma surpresa. Se ele chegasse a 1 milhão já seria ótimo”, conta.

Eduardo Sterblitch, o diretor Andrucha Waddington e
Marcelo Adnet nas filmagens de 'Os penetras'
(Foto: Divulgação)

No primeiro fim de semana, a comédia com Eduardo Sterblitch e Marcelo Adnet teve 336 mil espectadores e faturou R$ 3,8 milhões (média de 1.060 pessoas por sala). Além de diretor, Waddington foi produtor de “Os penetras”. Optou por um intenso trabalho de marketing em conjunto com a distribuidora Warner Bros para dar visibilidade ao filme.

“Desde novembro de 2011, antes de começarmos a filmar, investimos em uma estratégia de divulgação nas redes sociais. Abrimos Facebook, canal no YouTube, para criar uma rede de seguidores. Não deixamos de usar a mídia tradicional, redes sociais ajudaram para ativar os fãs”, explica o cineasta.

MELHORES BILHETERIAS BRASILEIRAS
"E aí, comeu?" 2,5 milhões de pessoas
"Até que a sorte nos separe" 2,2 milhões de pessoas
“Os penetras” 1,6 milhão de pessoas
"Gonzaga - De Pai Pra Filho" 1,5 milhão de pessoas
"As Aventuras de Agamenon, o Repórter" 937 mil pessoas
"Totalmente inocentes" 523 mil pessoas
"Paraísos artificiais" 397 mil pessoas
Fonte: Ancine e Filme B
(dados de janeiro a dezembro de 2012)


As participações em festivais e os mais de 30 prêmios não foram o suficiente para lançar o longa “Mãe e filha”, do cineasta cearense Petrus Cariry, ao público. Com o baixo orçamento de R$ 170 mil, o filme estreou em três salas, foi visto por 612 pessoas e faturou menos de R$ 4 mil, segundo dados da Ancine.

“Para o lançamento no circuito nós tínhamos apenas uma cópia 35mm, que foi viajando de sala em sala, de cidade em cidade. Não tínhamos dinheiro para a divulgação, então apostamos muito no boca a boca dos cinéfilos. A minha expectativa é que o filme fizesse 3 mil espectadores, já que nós sabíamos que a inserção de um filme de arte extremamente autoral no mercado é difícil”, conta o diretor.

Questionado se deseja fazer um longa com o único objetivo de chegar a 1 milhão de espectadores, Cariry responde que não dirige filmes pensando em números. “O meu sonho é que os meus filmes sejam vistos e revistos, discutidos. Eu não me contentaria em fazer um filme que fosse visto por milhares de pessoas e fosse esquecido no mês seguinte. Atualmente no Brasil se convencionou que a comédia rasa é o grande filão, vamos ver até quando”, afirma.

Maria Raduan dirige o documentário 'Vale dos esquecidos' em região remota do Mato Grosso (Foto: Divulgação)

Para André Miranda, jornalista e crítico do jornal “O Globo”, são muitos fatores que afetam a carreira de um filme. “Não depende simplesmente da qualidade, como muita gente pensa. Existem filmes que, naturalmente, atingem públicos menores por terem propostas menos comerciais. Existem outros, ainda, que não circulam tanto por terem um lançamento ruim de suas distribuidoras”, analisa.

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