quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Tem furacão aqui no Brasil?

Google Imagens
Você deve ter visto na TV que o furacão Sandy causou destruição no Caribe (Haiti, Cuba, Jamaica, Bahamas e República Dominicana), Estados Unidos e Canadá. Além de deixar a população desabrigada, sem energia, água e comida, cerca de 160 pessoas morreram e milhares ficaram machucadas. O fenômeno natural formou-se no Oceano Atlântico Norte, numa área próxima à Venezuela. Mas será que pode acontecer no Brasil?

Primeiro, é preciso saber que o furacão nasce em mares de água quente e com vento fraco. O líquido aquecido evapora e forma grandes nuvens. Por causa do movimento de rotação da Terra (giro ao redor de si mesma), elas adquirem formato espiral (parecido com aquela que prende as folhas do caderno) e começam a se mover como mistura dentro do liquidificador. O vapor que forma as nuvens vira gotinhas. Aos poucos, o furacão fica maior e mais forte.

O centro da tempestade, chamado olho do furacão, é quente e não tem nuvens e chuva. Nele ocorre a evaporação da água, que mantém o furacão grande. O fenômeno perde força ao atingir o continente, pois não há mais água quente para alimentá-lo. No entanto, continua a espalhar chuva e vento forte (pode atingir mais de 250 km/h) até desaparecer.

Gabriel Henrique Santos, 10 anos, de Mauá, viu as imagens de Nova York após a passagem do Sandy. "A cidade foi alagada e o vento derrubou muitas árvores." O menino ficou assustado, mas acha que o fenômeno não acontece no Brasil.

Segundo especialistas, a possibilidade de o País ter furacão é bem pequena. As águas que nos cercam não são quentes o suficiente para permitir sua formação. O que, às vezes, atinge a região Sul é o ciclone extratropical, com forma parecida à do furacão, mas menos potente.

A única vez que um furacão passou por aqui foi em março de 2004, em Santa Catarina. Na ocasião, o Oceano Atlântico Sul estava mais quente do que o normal. Meteorologistas descobriram o fenômeno - batizado de Catarina - a tempo de avisar a população. Assim, foi possível ficar em abrigos até a supertempestade passar.

Saiba mais

- Tem-se a impressão de que fenômenos como furacão e terremoto são mais comuns agora. Não é verdade; sempre ocorreram. É que a tecnologia de hoje permite que a gente saiba dos fatos em tempo real. Além disso, com o aumento da população e da pobreza, mais pessoas são atingidas por desastres naturais.

- Os cientistas passaram a dar nomes femininos aos furacões em 1953. Somente em 1979, foram incluídos os masculinos. Hoje, a Organização Meteorológica Mundial tem lista com dezenas de nomes para os fenômenos dos próximos seis anos. A ideia é que sejam curtos para facilitar a comunicação.

- A Sabina Escola Parque do Conhecimento (Rua Juquiá, tel.: 4422-2001), em Santo André, tem a atração Fúria da Natureza. O simulador imita fenômenos como furacão, vulcão e terremoto, por meio de plataforma que se movimenta e imagens projetadas no telão. Aberta aos sábados, domingos e feriados, das 12h às 18h. Ingresso: R$ 5 e R$ 10.

- Nem todo tornado é ruim. O que surge na história de O Mágico de Oz leva a garota Dorothy e seu cachorrinho Totó para uma terra mágica. Ao buscar o caminho de volta para casa, no Kansas, Estados Unidos, a menina vive muitas aventuras e faz verdadeiros amigos: o Espantalho, o Leão e o Homem de Lata.

- Um dos furacões mais destrutivos foi o Katrina, que atingiu a costa Sul dos Estados Unidos em agosto de 2005. Mais de 1.000 pessoas morreram. A cidade mais afetada foi Nova Orleans.

Consultoria de Augusto José Pereira Filho, professor do Departamento de Ciências Atmosféricas da USP, de André Madeira e Josélia Pegorim, meteorologistas do Climatempo, e de Lucas Vieira Barros, chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília.

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