segunda-feira, 20 de agosto de 2012

As piores refilmagens dos últimos tempos

Psicose

Refilmar um dos maiores clássicos do suspense de todos os tempos era um grande desafio, mas o diretor Gus Van Sant, fã assumido de Alfred Hitchcock, decidiu enfrentar o desafio ao trazer uma nova versão de Psicose (1960). O filme original mostrava Anthony Perkins no papel de Norman Bates, o gerente de um hotel de beira de estrada, que tem uma relação obsessiva com a própria mãe. Janet Leigh interpretava Marion Crane, a pobre mulher que faz a escolha errada ao entrar sob a ducha... O sucesso foi tão grande que algumas sequências chegaram aos cinemas (Psicose 2, Psicose 3), sem Hitchcock na direção.
A refilmagem, também batizada Psicose (1998), decidiu ser tão respeitosa que reproduziu quase imagem por imagem o filme original. Quem não percebe a semelhança assustadora entre as duas versões (acima)? Entre as novidades, o diretor incluiu apenas uma questionável cena de masturbação envolvendo Vince Vaughn... Resultado: Psicose foi considerado uma mera cópia, sem a inventividade do original. O público também não gostou, e o filme deu um grande prejuízo aos estúdios Universal. (Bruno Carmelo)



Uma matéria especial de Francisco Russo, Lucas Salgado e Bruno Carmelo

Planeta dos Macacos


Tim Burton tem muito crédito na praça, mas é inegável que pisou feio na bola ao investir numa refilmagem de O Planeta dos Macacos (1968). O filme ficou marcado por seu péssimo final, que é uma tentativa frustrada de causar o mesmo impacto de o original, mas existem muitos outros problemas. O elenco, por sinal, é bem problemático, contando com uma fraca atuação de Mark Wahlberg e uma performance incrivelmente ruim de Estella Warren, que nunca mais teve um papel de destaque nas telonas.


Uma das poucas qualidades de Planeta dos Macacos (2001) está no trabalho de maquiagem. Também chamou a atenção a participação especial de Charlton Heston, estrela da versão original. Burton descobriu da pior maneira que deveria ficar longe dos clássicos do cinema mundial. Se fosse para voltar a esta história, melhor seria investir num prelúdio, como comprovou o bem sucedido Planeta dos Macacos - A Origem (2011). (Lucas Salgado)








Uma matéria especial de Francisco Russo, Lucas Salgado e Bruno Carmelo


Quarentena / [REC]

Se o cinema americano já tem por hábito refilmar grandes sucessos feitos em outros países, quando o filme é de terror o remake é praticamente certo. É o caso de Quarentena, versão mal sucedida do espanhol [REC] - que já ganhou duas sequências, [REC] 2 - Possuídos e o ainda inédito nos cinemas brasileiros [REC] 3 - Genesis.

Apesar da história de ambos ser a mesma - uma jornalista e seu câmera cobrem o dia a dia de um quartel dos bombeiros e acabam indo com eles para atender uma chamada, que acaba se revelando um tremendo pesadelo -, há diferenças conceituais importantes. Uma delas é a sexualização da protagonista americana, Jennifer Carpenter, que troca piadas insinuantes com os bombeiros - algo inexistente na versão espanhola. Por outro lado, há em [REC] um foco maior na crítica ao jornalismo, pela obstinação do furo e a exploração da dor alheia, algo amenizado na refilmagem americana.

Comparando ambos, [REC] é muito superior não apenas pelos detalhes envolvendo a ambientação da história, mas também por conseguir transmitir melhor o clima claustrofóbico e envolvente da trama. A Quarentena cabe apenas o título de mera cópia piorada, lançada apenas um ano após o original. (Francisco Russo)



Uma matéria especial de Francisco Russo, Lucas Salgado e Bruno Carmelo

A Família da Noiva / Adivinhe Quem Vem para Jantar

Adivinhe Quem Vem para Jantar é daqueles filmes que marcaram época, não apenas pela qualidade mas pelo tema abordado: o racismo. Afinal de contas, a história acompanha um casal endinheirado que, ao saber que sua filha pretende se casar com um homem negro, passa a buscar de todas as formas algo que o torne um pretendente desaconselhável. No centro da polêmica está Sidney Poitier, o primeiro ator negro a receber o Oscar, por sua atuação em Uma Voz nas Sombras.

Quase 40 anos depois, nasceu a ideia da refilmagem. Só que, desta vez, seria mantido apenas o conceito do filme original, de forma invertida. Ou seja, uma família de negros que descobre que sua filha pretende se casar com um homem branco e faz de tudo para encontrar algo de desabonador nele. Tudo com uma pegada mais voltada ao humor, deixando um pouco de lado as discussões sociais propostas pelo filme original. Assim nasceu A Família da Noiva.

Comparar os dois filmes chega a ser covardia, por serem absolutamente diferentes apesar de terem nascido da mesma proposta. Além disto, se Adivinhe Quem Vem para Jantar tinha por função cutucar um tema bastante sensível na realidade norte-americana, A Família da Noiva faz o mesmo só que de forma bem suave, já que seu verdadeiro intuito é divertir. O elenco de ambos também faz com que o filme original ganhe de goleada: além de Poitier, conta com Spencer Tracy e Katharine Hepburn, contra Ashton Kutcher, Bernie Mac e Zoe Saldana do outro lado.

É, realmente não dá para comparar. (Francisco Russo)




Uma matéria especial de Francisco Russo, Lucas Salgado e Bruno Carmelo

Mulheres Perfeitas / As Esposas de Stepford

Quem não gostaria de morar no subúrbio perfeito, onde todos os homens são amigos e todas as mulheres são donas de casa entusiastas e amantes insaciáveis? Esta é a realidade um tanto incomum de As Esposas de Stepford, uma história sombria do mesmo autor de O Bebê de Rosemary. Katharine Ross interpreta Joanna Eberhart, uma mulher independente que chega à cidade e não consegue se adaptar à vida estranha do local, até descobrir que existe algo muito errado com aquelas mulheres...
A refilmagem de 2004 decidiu trazer algo novo a esta história: humor. Entre suspense, ficção científica e comédia pastelão, o diretor fez escolhas improváveis para o elenco, colocando lado a lado Nicole Kidman, Glenn Close e a cantora country Faith Hill. Esta mistura de tons e gêneros não agradou: as críticas foram desastrosas, e a bilheteria foi fraquíssima. (Bruno Carmelo)



Uma matéria especial de Francisco Russo, Lucas Salgado e Bruno Carmelo

A Casa de Cera / Os Crimes do Museu / Museu de Cera

Esta trama de suspense chegou aos cinemas muito antes do que as pessoas imaginam: em 1933, Os Crimes do Museu já apresentava a história de um museu com estátuas de cera tão perfeitas, que quase pareciam reais... A mesma trama foi refilmada em 1953, com uma sinopse praticamente idêntica. Mas Museu de Cera trazia efeitos especiais mais elaborados e o astro Vincent Price à frente do elenco (veja a foto acima).
Já a versão moderna decidiu enveredar pelo subgênero do terror adolescente, com moços musculosos, moças curvilíneas e mesmo a famosa Paris Hilton, que nunca foi conhecida por seus dotes dramáticos. O trailer abaixo capricha nas imagens de homens assustadores com facões na mão. E o museu de cera, nessa história toda? Apenas um cenário propício a belas imagens de incêndio... A Casa de Cera foi um fracasso retumbante nas bilheterias, e costuma ser lembrado apenas pelo destino hilário reservado à personagem de Paris Hilton na trama. (Bruno Carmelo)



Uma matéria especial de Francisco Russo, Lucas Salgado e Bruno Carmelo

Água Negra / Dark Water


Diretor de produções marcantes como Central do Brasil, Diários de Motocicleta e o recente Na Estrada, Walter Salles tem como ponto baixo em sua carreira o terror norte-americano Água Negra (2005). O filme não tem uma gota sequer de autoria, sendo ordinário em todos os sentidos. O diretor brasileiro teve a oportunidade de trabalhar com grandes nomes como Jennifer Connelly, John C. Reilly e Tim Roth, mas não conseguiu criar um suspense que despertasse a atenção do espectador.

O longa é refilmagem do terror japonês Dark Water - Água Negra (2002), de Hideo Nakata, que despertou o interesse de Hollywood numa época em que a indústria do cinema procurava por um novo O Chamado, cujo original também foi dirigido por Nakata. A empreitada, no entanto, não deu certo, com a versão americana não conseguindo assustar o tanto que pretendia. (Lucas Salgado)








Uma matéria especial de Francisco Russo, Lucas Salgado e Bruno Carmelo

A Máquina do Tempo


Após brilhar em Amnésia, Guy Pearce despontou como um possível astro do cinema. Hollywood até tentou vendê-lo como protagonista de algumas produções de destaque, mas sua carreira nunca decolou de verdade. Isso fica claro em A Máquina do Tempo (2002), em que interpreta um cientista que decide construir uma máquina que o faça viajar no tempo após a morte de sua namorada. O ator não convence no papel principal, mas está longe de ser o único problema do filme.

Trata-se de uma refilmagem de A Máquina do Tempo (1960), longa que se tornou uma espécie de marco no cinema de ficção científica em todo mundo. Dirigido por George Pal, o filme traz Rod Taylor na pele do cientista. Apesar dos efeitos visuais serem muito ultrapassados para os dias de hoje, a obra possui um frescor bem interessante. (Lucas Salgado)








Uma matéria especial de Francisco Russo, Lucas Salgado e Bruno Carmelo

171 / Nove Rainhas

O argentino Nove Rainhas surpreendeu ao trazer o mundo sujo e cheio de truques entre dois picaretas (Ricardo Darin e Gaston Pauls) que pretendem realizar o golpe de suas vidas. 171, refilmagem americana dirigida por Gregory Jacobs, traz exatamente a mesma história, o que não significa a mesma qualidade.

O grande problema do remake é sua ambientação. A ensolarada Los Angeles é um tremendo contrasenso em uma trama onde passar os outros para trás é sempre a regra a ser seguida, prejudicando bastante a percepção do clima de submundo vivido pelos personagens. Apesar do bom elenco - John C. Reilly, Diego Luna e Maggie Gyllenhaal -, o filme em momento algum consegue captar a veracidade e a tensão à flor da pele do filme original. Sem contar a reviravolta final, bem menos impactante. (Francisco Russo)




Uma matéria especial de Francisco Russo, Lucas Salgado e Bruno Carmelo


Fama

Fama é um dos musicais mais famosos dos anos 80, ao lado de Flashdance, Dirty Dancing e Footloose. A história do grupo de estudantes de artes cênicas que enfrenta dificuldades para concluir o curso, em busca do sonho de se tornar artistas de fato, fez tanto sucesso que gerou até mesmo uma série na TV, exibida entre 1982 e 1987. De quebra, o filme do diretor Alan Parker faturou dois Oscar e recebeu outras quatro indicações.

Diante de tamanho currículo, refilmar Fama era um desafio e tanto. O diretor Kevin Tancharoen aceitou a tarefa e fez uma versão antenada com os dias atuais, onde a divisão entre ser artista e ser estrela é muito nítida e o hip hop se faz presente. Entretanto, apesar de manter a proposta de acompanhar o dia a dia de diversos estudantes, o novo Fama peca pela ausência de magia. Não o mundo mágico em si, mas aquele brilho que faz com que os personagens, ou uma cena qualquer, tenha aquele algo a mais que tanto fascina o espectador. O filme original tinha, especialmente na cena em que vários estudantes começam a tocar instrumentos e acabam indo parar em plena rua.

Para completar, o novo Fama cometeu um sacrilégio: deixou a excelente "Fame", vencedora do Oscar de melhor canção original, apenas nos créditos finais e em uma versão que diminui bastante seu impacto. Na dúvida, fique com o original. (Francisco Russo)




Uma matéria especial de Francisco Russo, Lucas Salgado e Bruno Carmelo

Adoro Cinema

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