quarta-feira, 7 de março de 2012

Os 60 anos do Menino Veneno




Ritchie vira sessentão nesta terça-feira. E sua "Menina Veneno", em plena era das mulheres frutas, ainda sobrevive na memória e no imaginário dos brasileiros. Mas o cantor garante que a figura misteriosa e sensual criada por ele e pelo compositor Bernardo Vilhena no hit dos anos 80 nada tem a ver com melões e melancias. "Não vejo nada de sedutor nas mulheres frutas, com suas coxas musculosas e nádegas exageradas. Pessoalmente, não acho isso atraente e certamente não eram elas quem imaginávamos. Por outro lado, a Menina Veneno, sendo uma figura onírica, é a mulher dos sonhos de cada um e, portanto, variável. Não sou eu quem vai ditar a estética dos sonhos alheios", avisa o artista.

Para celebrar seu aniversário, 40 anos de carreira e mais de 3 milhões de discos vendidos, o artista, natural de Beckenham, na Inglaterra, lança o álbum intitulado simplesmente de "60", com repertório que não exigirá o simpático sotaque ao qual o país se curvou na década de 80. "Após 40 anos cantando quase exclusivamente em português, deu uma vontade enorme de gravar um disco em minha língua nativa. É um desejo natural e pessoal. É um presente de aniversário que eu estou me dando no dia em que completo 60 anos. Selecionei quinze músicas da década de 60, canções que me fizeram querer ser músico", explica.

No novo CD, Ritchie convoca o seu lado intérprete, em composições que revivem desde a sua adolescência passada num colégio interno, onde se escondia no dormitório com
um radinho de pilha para ouvir Elmore James e Robert Johnson, passando por musicais da Broadway e de Hollywood até clássicos do pop-rock da década de 60. "É um inventário da minha vida, que é toda pontilhada por músicas que deixaram suas marcas em mim. Acho que é assim com todo mundo. Aos 60, me deu vontade de revisitar as minhas raízes, através da música”, conta o artista.

Nove das quinze faixas do disco ganharam o auxílio luxuoso de cordas. No playlist, estão clássicos como "The Sun Ain't Gonna Shine Anymore", do The Walker Brothers, "If You Could Read My Mind", de Gordon Lightfoot, "Trains, Boats and Planes", de Burt Bacharach & Hal David, "Wichita Lineman", de Glen Campbell, e "Don't Let The Sun Catch You Crying", de Gerry and the Pacemakers. “Tenho a sensação maravilhosa de estar energizado e ao mesmo tempo um pouco nostálgico, querendo comemorar a minha vida, entender para onde estou indo, olhar em retrospecto e ver o que foi importante. Embora seja um álbum somente de regravações, este é um disco extremamente pessoal, cheio de músicas que falam diretamente para o meu coração”, finaliza.


Fonte: Bolsa de Mulher

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