quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Filmes podem ajudar em questões psicológicas

Imagem do filme Melancolia, de Lars Von Trier
Reprodução
Imagem do filme Melancolia, de Lars Von Trier

Psiquiatras indicam filmes que melhor ilustram distúrbios psiquiátricos reais para ajudar pacientes Micheli Nunes

Em toda sua história, o cinema manifestou (nem sempre com muita fidelidade) aspectos interessantes da psique humana. São muitos os filmes com temática baseada em distúrbios psiquiátricos, alguns deles premiados com o Oscar, como “Um Estranho no Ninho” (1975) – que levou as estatuetas de melhor filme, melhor ator (Jack Nicholson), melhor atriz (Louise Fletcher), melhor diretor (Milos Forman) e melhor roteiro adaptado – e “Garota Interrompida” (1999), premiado com o Oscar de melhor atriz coadjuvante (Angelina Jolie). O DIÁRIO ouviu quatro psiquiatras que indicaram os filmes que melhor ilustram alguns dos problemas mais comuns.

Segundo Leonardo Baldaçara, o cinema pode ser usado como instrumento de análise e reflexão, mesmo em aulas de psiquiatria. “Mas os filmes precisam ser bem escolhidos, pois a maioria deles trata dos problemas psicológicos de maneira jocosa e estigmatizada. É preciso ter em mente, também, que o objetivo de grande parte dos filmes é explorar o entretenimento e, por isso, muitas vezes, os diretores exageram.”

Leonardo Caixeta, psiquiatra da UFG (Universidade Federal de Goiás), endossa: “Alguns distúrbios, como o autismo Savant, que faz com que o paciente tenha uma grande habilidade intelectual aliada a um déficit de inteligência, são muito explorados de maneira comercial e sensacionalista. Entretanto, alguns filmes remetem à neuropsiquiatria clássica e podem ser usados como exemplo nas aulas”.

O psiquiatra Elie Cheniaux, especialista no tema e coautor do livro “Cinema e Loucura – Conhecendo os Transtornos Mentais Através dos Filmes”, revela que o interesse na sétima arte vem, muitas vezes, dos próprios alunos de medicina. “É comum que os estudantes façam perguntas sobre determinados personagens do cinema que apresentam sintomas psiquiátricos e perguntem qual seria o diagnóstico deles.”

Já José Paulo Fiks, psiquiatra da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), tem uma visão diferente. “Os filmes são um ótimo entretenimento, mas os assuntos médicos devem ser estudados em pacientes reais.”

Fonte: Rede Bom Dia

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